quinta-feira, 10 de maio de 2012

Blog - COMUNISMO ASSASSINO

Blog - COMUNISMO ASSASSINO
SOU TRICOLOR, SOU FLUSÃO; E, SOU O ZÉ DO FACÃO PRIMO DE LAMPIÃO, E, DO OSWALDÃO, DA GUERRILHA DO ARAGUAIA. VAI ENCARAR A FERA?


E, FOI DE BICICLETA...QUE FREGOOOOOL!!!!!!!! FEZ, NO BOTAFOGO...O FRED TE PEGOU, DE COSTAS..KKKKKKKKKKKKKKKKKK



SOU TRICOLOR, SOU FLUSÃO; E, SOU O ZÉ DO FACÃO PRIMO DE LAMPIÃO, E, DO OSWALDÃO, DA GUERRILHA DO ARAGUAIA. VAI ENCARAR A FERA?


E, SOU MILITANTE DE UM PARTIDO DE 90 ANOS. SOU CORAJOSO, COMBATIVO, E, AUDACIOSOOOOOOOOOOO, E NÃO SOU PSEUDO-COMUNISTA. SOU CONTRA A CORRUPCÃO; SOU O ZÉ DO FACÃO.








E, HOJE É CONTRA O INTERNACIONAL; AVANTE FREDGOOOOOOOOOOOOOL!!! HASTA LA VISTA, CAPITÃO.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O ANTICOMUNISMO, ARMA ESTRATÉGICA DA IDEOLOGIA BURGUESA

O anticomunismo, arma estratégica da ideologia burguesa
Manuel Gusmão
A ideologia burguesa é a ideologia da burguesia. Dizer isto parece ser uma banalidade sem consequências ou uma mera tautologia Mas talvez não o seja. É que uma das características básicas da ideologia burguesa consiste em recusar que seja uma ideologia e que seja referida a um sujeito social preciso, a burguesia.
Assim, a maior parte das vezes, a ideologia burguesa tenta fazer-se passar por uma espécie de senso comum, ou por uma difusa doxa, uma espécie de «opinião pública» que atravessasse as fronteiras entre as diferentes classes. Todas essas formas de se considerar a si mesma, comportam gestos que visam recusar e dificultar a sua percepção como ideologia, ou seja, um conjunto de representações, imagens do mundo e valores que exprimem os interesses e as necessidades de reprodução das condições de existência de uma determinada classe social.
A ideologia burguesa funciona, assim, como um conjunto de «evidências» destinadas a promoverem uma (falsa) consciência de si no mundo e na sociedade, por parte de indivíduos vivendo numa sociedade de classes antagónicas.Uma outra das suas características básicas que visa também dificultar a sua percepção como ideologia, que representa os interesses, os desejos e os fantasmas de uma classe social, manifesta-se no seu carácter intensamente contraditório, flexível, destinado a adaptar-se a um número extensível de conjunturas e a diferentes funções - sujeito.
Sendo social e colectivamente produzida, a ideologia burguesa funciona como uma banca onde se vão buscar estruturas pré-fabricadas de sentidos que asseguram aos indivíduos uma estruturação e uma afirmação de si próprio como sujeito. Podemos dizer que o indivíduo abstracto burguês é um produto das relações de produção capitalistas e da ideologia burguesa que se apresenta como um pensamento que seria uma função de tal sujeito. Ou seja, a ideologia burguesa constitui um sujeito ilusoriamente criador de um pensamento, que é de facto fabricado algures.O anticomunismo é uma das formações da ideologia burguesa de conteúdo mais virulento e agressivo. O que aqui pretendemos não é identificar todas as variantes do anticomunismo, mas apenas algumas, que estão mais activas no nosso país e em circunstâncias eleitorais.
1) Sobre o tema do TrabalhoA – Os comunistas são apontados como os principais responsáveis pelo carácter atrasado da nossa economia, porque ‘não querem e não deixam os outros trabalhar’, ‘só fazem greves e não querem que se aumente a competitividade das empresas’. B – Os comunistas são «produtivistas»: privilegiam a quantidade da produção, em vez da sua qualidade da produção. Porque privilegiam a quantidade da produção, logo que se apanhem no poder aumentarão o horário e os ritmos de trabalho que agora contestam.Interessante é verificar como a ideologia burguesa manifesta um grande pudor linguístico e uma susceptibilidade semântica que a leva a procurar impor designações que recobrem as realidades chocantes da exploração capitalista com eufemismos ou fórmulas que escondam por exemplo a conflitualidade de classe e a oposição entre o trabalho e o capital. Assim, o capital esconde-se por trás de uma cortina de «empregadores» ( sem os quais, como se deduz do próprio corpo da palavra, não haveria emprego), de «empreendedores» (de onde se gera um nome que gostariam que substituísse o de capitalismo o de «empreendorismo») e os seus trabalhadores assalariados são «promovidos» a «colaboradores». A «flexibilidade», a «flexibilização», a «flexissegurança» e outras invenções terminológicas buscam esconder e retirar da discussão aquilo que está efectivamente em causa, a desregulamentação das relações de trabalho, a precarização do trabalho, o ataque desenfreado aos direitos do trabalho e ao trabalho com direitos.Aliás, a «criatividade semântica» é de tal modo um vício que até as designações oficiais, «técnicas», revelam esse tipo de pudor. É por isso que os trabalhadores assalariados são designados trabalhadores por conta de outrem – assim, procura retirar-se da exposição explícita e do exame crítico o salário e o salariato.
2) Sobre o tema da OrganizaçãoA primeira manifestação da intervenção ideológica burguesa está aqui na própria escolha da palavra: a organização, aquilo a que chamamos com orgulho «o colectivo partidário» é pela burguesia designado como máquina. A – Há usos da palavra que são tidos como positivos, significando por exemplo que alguém ou uma instituição é dotado de um elevado grau de eficácia ou eficiência no desempenho de uma dada tarefa ou função: «Fulano é uma máquina»; «O PCP é aquela máquina».B – Entretanto, a expressão quando utilizada numa conversa com alguma extensão presta-se a um uso pejorativo e a uma significação negativa. É fácil encontrarmos contextos do uso da palavra, em que ela pretende representar o funcionamento mecânico, ou sem alma; os militantes organizados são apresentados como peças de uma máquina, treinados, como os elementos de um exército, a responderem, ou seja a obedecerem cegamente. Em outras ocasiões ainda, a palavra máquina pode significar organização e funcionamento burocráticos. O PCP é reduzido a ser um «aparelho», ou é um conjunto de pessoas, amalgamadas e dominadas por um «aparelho».O princípio de que ninguém deve ser beneficiado nem prejudicado pelo exercício de cargos públicos para os quais se foi eleito em representação do PCP, é apresentado como um traço de igualitarismo que penaliza o legítimo desejo individual de ascensão ou promoção social por mérito, e deixa esses representantes eleitos sujeitos à vontade do Partido, mais do que a representarem aqueles que os elegeram.
3) «Os partidos são todos iguais»Pode dizer-se que esta «fórmula» embora parecendo corresponder à experiência real que os eleitores têm dos partidos burgueses e da mistificação que é a representação formal na democracia burguesa, é desviada desse terreno e é posta a funcionar fundamentalmente contra o PCP. Porque o PCP é o partido mais diferente, pela sua natureza de classe, pela teoria que o guia, pelos objectivos imediatos e finais que prossegue, pelas regras explícitas do seu funcionamento, o PCP deveria ser a opção eleitoral de inúmeros leitores fartos de serem enganados pelos partidos em que têm votado. Entretanto a fórmula «são todos iguais» é usada particularmente por aqueles que, desesperados com o sistemático logro em que são levados a cair, não são ainda capazes de alterarem a sua opção de voto e votarem no PCP. A fórmula «são todos iguais» é assim uma espécie de seguro de vida para os partidos da política de direita que assim conseguem que os seus eleitores rigorosamente não vejam a diferença dos comunistas.
O silenciamento, o discurso da exclusãoe a invisibilidade dos comunistas
O anticomunismo, enquanto arma fundamental da ideologia burguesa, indica a direcção e a orientação fundamental da sua estratégia de mistificação. Os seus diferentes temas visam assegurar a «invisibilidade» dos comunistas. Por isso, um dos eixos fundamentais do seu comportamento é o sistemático, prolongado e implacável silenciamento da sua voz, das suas propostas, da sua história, indiscernível da história do povo português no último século e da sua presença quotidiana na sociedade portuguesa.O silenciamento do PCP é assumido por um discurso que atribui ao excluído a responsabilidade por aquilo que é assim apresentado como a sua auto-exlusão. É o que o próprio PCP é, aquilo porque tem combatido e combate, que é a razão da sua (auto)-exclusão.
A exclusão do PCP é, por outro lado, «justificada» porque o PCP «está fechado à realidade». A credibilização desta ideia passa por uma manipulação completa da realidade. Assim, o PCP não aparece na realidade portuguesa porque dela foi previamente retirado. A televisão não concede a palavra ao PCP, ignora acções, grandes reuniões, debates de propostas para os problemas do País, lutas um pouco por todo o país e em variadíssimos sectores da vida nacional, e depois conclui que o PCP está calado, não tem opinião, não é visível. Nos debates sobre os grandes temas económicos, políticos e sociais, frequentemente não há um comunista. O argumento, que podem explicitar, ou deixar que as pessoas o infiram: é o de que não há comunistas que sejam especialistas dessa matéria, ou que tenham ideias interessantes sobre aquela matéria. Isto torna-se mais escandaloso quando o tema parece trazer consigo os comunistas, os trabalhadores, a sua luta. Suponhamos uma luta de empresa ou a luta num sector profissional. Se é demasiado escandaloso não convidar nenhum representante dos trabalhadores, da CGTP ou dos comunistas, a dificuldade pode ser contornada convidando a participar um elemento da UGT, mesmo que nada efectivamente represente nessa luta ou nesse sector de actividade, ou um especialista universitário de «sociologia do trabalho» que represente os interesses patronais.
A manipulação da realidade, a fabricação do consenso e a imposição da obediência
A televisão e os media em geral apresentam as medidas que o Governo (seja ele um governo do PS, seja ele do PSD e do CDS) vem tomando como inevitáveis. Esta é uma das características que identificam a política de direita: a inevitabilidade é uma espécie de deus ex maquina que governa a situação política, social e económica portuguesa. A tentativa de convencer dessa inevitabilidade representa uma activa imposição da obediência, baseada na generalização de um falso consenso, que é sobretudo a obtenção, pela violência psicossocial e pela aculturação, de uma disposição para o consentimento. Esse consenso manipulado que se visa impor é também a partilha de uma outra ideia que não precisa de ser explicitada para ficar a pairar suspensa, ao nível sub-consciente dos espectadores, mas sempre que necessário pronta a ser reactivada, segundo a qual o capitalismo é a realidade, a ordem natural das coisas; e a realidade é um dado intransponível, imóvel e intransformável, contra o qual nada se pode fazer. O PCP ao não aceitar esta realidade, que representaria o final da evolução histórica, mostra assim estar fora da realidade.
A «realidade» é configurada pelos grandes meios audio-visuais de forma intensamente mistificadora. Desde os programas de informação ao conjunto da programação; tudo trabalha para impor uma noção de realidade.A realidade é algo de inteiramente visível: é algo que se vê completamente, no ecrã de televisão, que mostra o que se passa (presente), ou o que se passou, (passado) e se pode passar (futuro).Telenovelas, noticiários, diversos tipos de talk-shows, concursos, documentários, séries, filmes, tudo se homogeneíza num discurso uniforme e absolutamente dominante, que absorve qualquer reparo crítico, que tende a impor modelos de reconhecimento da realidade e padrões de comportamentos aceitáveis.Toda a descrição da realidade é, neste quadro, subordinada à definição de objectivos a alcançar, num determinado momento. Os reality-shows, por exemplo, não se limitam a pôr ou a «dar» em espectáculo aquilo que é a realidade, mas constroem modelos de comportamento susceptíveis de serem reconhecidos e adoptados. As sondagens mais do que diagnósticos de um estado da opinião são construções tendentes a induzir determinados resultados. Os programas de entretenimento potenciam o que já é conhecido quanto aos valores e desejos maioritários e tendem a torná-los ainda mais maioritários. É conhecido o fenómeno da espectacularização do político e da aplicação da lógica da publicidade comercial à propaganda política. São os efeitos de expansão de dois dos grandes valores da ideologia burguesa, que reflectem duas tendências do desenvolvimento do capitalismo contemporâneo: a mercadoria – a tendência para a mercantilização de todas as relações sociais e humanas; e o espectáculo – a tendência para a espectacularização de todas as esferas da vida humana.Estes dois valores e tendências exprimem a imposição de dois modelos da organização burguesa do viver social: o mercado substitui o diálogo e o confronto no espaço público, o espectáculo impõe a distância e promove uma satisfação ilusória dos desejos dos cidadãos reduzidos de participantes a espectadores.A ideologia burguesa, jogando com estes dois valores, acaba por confundir o funcionamento do mercado capitalista com o funcionamento da democracia e este com o da representação.
São várias as formulações produzidas sobretudo na área das relações internacionais onde os representantes do imperialismo e das potências capitalistas identificam, numa confusão deliberada, as sociedades democráticas como «sociedades de livre mercado». Essa confusão é tal que para a ideologia burguesa dizer que as sociedades democráticas são sociedades de mercado e estas são necessariamente sociedades democráticas é rigorosamente equivalente, embora essa equivalência possa ser empiricamente refutada. Por outro lado, pode dizer-se que a ideologia burguesa é uma idolatria da representação. A sua concepção da democracia tende a esgotar-se no mecanismo de representação, que introduz ou supõe uma separação inultrapasssável entre representantes e representados. Essa separação traduz-se numa forte desigualdade na participação e exercício do poder. A maioria da população só pode ser representada, a sua participação no poder limita-se à escolha de quem serão os seus representantes. A pressão das divisões de classe numa dada sociedade e os mecanismos de controlo da opinião procedem a uma evidente (e, contudo, silenciosa) selecção social dos representantes. Assim, os trabalhadores tendem a ser representados por indivíduos com outras origens e situações de classe.
É claro que as sociedades baseadas na exploração do trabalho e na opressão dos trabalhadores tudo fazem para autonomizarem a representação, da função pela qual ela é representação de outros. Assistimos então a uma manipulação da representação de tal forma empreendida que os representantes em vez de cuidarem da fidelidade àqueles que os escolheram para os representarem, constroem a representação como modelação retroactiva dos representados.A representação pode então tornar-se um colossal embuste: os representantes escolhem e fabricam os conteúdos da representação; modelam e remodelam a vontade daqueles mesmos que os «escolheram» como seus representantes e que, nesse preciso momento, ficam sem efectiva representação.

quinta-feira, 22 de março de 2012

CAFÉ SANTOS...UM MARCO NO TEMPO DO TERRITORIO FED.RONDONIA..


Lembrar, é viver. Mas me lembro muito bem deste pedaço de Rondonia. Esta foto é dos anos 60. o Café Santos, era um lugar aonde se reunia, o pessoal, do esporte, política, (foi neste canto que começou nascer, o tal DR. JERONIMO DE SANTANA, O HOMEM DA BENGALA). Se reunia com os intelectuais, e foi se destacando na política de Rondonia. Ainda naõ era conhecido, mas..foi entrando devagarinho...foi entrando, e foi Dep. Federal pelo ex-MDB. Quem frequentava, o Café Santos era o Senhor Simão Tavernad, chefe da PODEROSA 4ª TURMA. uma compostas por policiais LINHA DURA. Ele andava todo de BRANCO. revólver no coldre preto, e estava sempre discutindo ESPORTE. (Quando era pego um LADRÃO, ELE RASPAVA A CABEÇA).
Descrevendo, um pouco esse cruzamento; em frente do Café Santos, tinha a CASA DAS CANETAS, A PRAÇA DE TAXI (naquele tempo, era RURAL, JEEP; SIMCA, AERO WILLYS). o fusca foi depois de 70. O primeiro Onibus, foi o do MAURÍCIO; antes era KOMBI. que fazia o percurso, KM 1, E Bairro Nossa Senhora das Graças. Tinha o Posto de Gasolina SABB. E també tinha a praça de taxi. descendo a 7 de setembro; tinhamos a Loja Pernambucana, a praça, e outra coisa... a 7 de setembro; era de PARALEPÍPEDRO.
Ah..a cãmara municipal e o corpo de bombeiro ficava subindo, ao lado da praça. Em frente, o café Santos, ficava a AUTO PEÇA, Araújo. em cima do café Santos, morava o senhor Rocha, fundador do jornal a TRIBUNA. seus filhos hoje são advogados, e um fui conselheiro do tribunal de contas do Estado.
vamos construir, as mémorias de porto velho. Eu vi, as chamas ainda do Mercado Municipal... o Cheiro de Borracha queimada na esquina da rua José de Alencar do sr. José Oceano Alves.... as explosões de botijas de gás, as bicicletas retorcidas pelo fogo; da casa camacho, que era o revendedor autorizado MONARCK.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A DECEPÇÃO DO DEP. ROMARIO DO PSB...

A decpção, ficou ao ex- jogador, foi eleito deputado federal; pelo partido PSB. O ex-jogador da seleção brasileira, consedeu uma entrevista a revista VEJA. e apenas; deu um DESABAFO:" ELES (os políticos eleitos) NÃO QUEREM SABER DE NADA".
Eleito com 147.000 mil votos, o BAIXINHO como era conhecido nos campos de futebol, disse ao repórter: CARA, ME METI NUMA ROUBADA...rsss.
Mas, vamos a entrevista; feita pela VEJA, do dia 21/03/2012. Edição 2261/ ano 45/e nº 12. O entrevistado pergunta a Romário: Como é sua vida como Deputado em Brasília? Romário lhe diz: Evito frequentar os mesmo lugares que os políticos. Na verdade, fujo exceção. Não é por nada, não, mas, não exceção de um ou outro, prefiro esbarrar com essa turma só mesmo nos corredores do Congresso.

2- Não são boas companhias?

R- Fiz amizade com um pessoal, mas, vou lhe dizer uma coisa, ali só uma MINORIA de gente vale a pena conhecer. De mais de 500 deputados, uns 400 não querem saber de nada. NADA MESMO. Dão as CARAS, colocam a digital para marcar presença e se MANDAM. Vejo isso o tempo TODO. Virou cena tão comum que NINGUÉM demonstra um pingo de CONSTRANGIMENTO em fazer TEATRO. Muita gente ali OCUPA cargo de LÍDER, é tratada como AUTORIDADE, ms está no quarto, quinto mandato e NUNCA propôs NEM uma EMENDAZINHA. COMO PODE? Passam ano no BEM-BOM do PODER sem CUMPRIR uma vírgula do que PROMETERAM. Mas, quando vão a tribuna os CARAS falam bonito que só vendo.

3- Qual o estilo de Romário na Tribuna?

R - Até hoje consegui falar DUAS VEZES prque fui SORTEADO. Tirando o SORTEIO, só dá para INICIANTES como EU terem acesso à tribuna nos horários em que o PLENÁRIO está as MOSCAS. É uma PANELINHA que MANDA...Os donos do MICROFONE são os LÍDERES e os DEPUTADOS com mais TEMPO na casa... As vezes eu me EMBARALHO com muitas SIGLAS e TÍTULO...

R- O DEBATE, não leva uma linha de Racíocinio. Um deputado, começa a falar; de salario mínimo...outro, de que uma ponte caiu na cidade dele...Mesmo sendo Romário, eu ligava cinco, dez vezes, pro Ministério do Esportes; em busca de parceria, para alguns projetos, e ninguem me retornava..Agora, é completamente diferente.... O PODER atrai, tem cara famoso AÍ..só esquentando CADEIRA, nem dá o ar de graça no plenário, nem faz nada ÚTIL...Até daria nome aos BOIS, e olha que não são poucos...MAS, sabe como é, daqui a pouco PRECISO do APOIO de UM e OUTRO e acabo pagando CARO PELA LÍNGUA.

R- Me dou bem, mas, com os NOVATOS: POPÓ (PRB- BA) EX- GOLEIRO DO GREMIO - Danrlei do PSB/RS. De Fora, todo mundo acha que lá no ALTO está a NATA da NATA, mas isso é BALELA. O que mais tem no ANDAR DE CIMA é gente que não se COÇA para NADA, quando não sai por aí se metendo em PILANTRAGEM.

É, meus camaradas; e agora? como vamos tirar ELES de lá? com a Revolução? ou com a consciencia do voto? alguém sabe? envie-me sugestão para comunista.65@gmail.com ou pode escrever no meu blog TROPA VERMELHA COMUNISTA 65.


OBJETIVO FINAL DO PARTIDO COMUNISTA

O objetivo final do Partido Comunista
Umberto Martins *
Orientado pela ideologia dominante, o senso comum costuma identificar o
sistema comunista com as experiências socialistas da União Soviética, leste
europeu, Cuba, Vietnã e China, entre outras. Mas esta visão não é amparada pela
realidade histórica e geralmente embute uma deturpação grosseira da teoria
marxista.O comunismo é o objetivo final do Partido Comunista. Um
objetivo que só pode ser alcançado após a supressão da divisão social do
trabalho e das classes sociais, condições para a extinção do Estado e das
organizações partidárias, incluindo o próprio Partido Comunista.
Socialismo e comunismoConvém notar que, embora dirigidas
pelos comunistas, nenhum regime originado das revoluções proletárias ocorridas
ao longo do século 20 se proclamou comunista. A União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas (URSS), como o próprio nome sugere, reivindicava, em primeiro lugar,
o socialismo.A República Popular da China (RPC), fundada após a
revolução de 1949, também se define como socialista. Vejamos o que reza o Artigo
1º da atual Constituição chinesa: “A República Popular da China é um Estado
socialista subordinado à ditadura democrático-popular da classe operária e
assente na aliança dos operários e camponeses”.O comunismo concebido
pelos marxistas é um sistema social muito mais avançada do que o socialismo que
conhecemos, pois supõe o fim das classes e do Estado. O socialismo, segundo
Marx, é um processo mais ou menos longo (dependendo do desenvolvimento da
produtividade e da consciência social) de transição para o comunismo, no qual
permanecem as classes sociais e a luta entre elas, a lei do valor, a divisão do
trabalho, o mercado e outras heranças correlatas.Regime de
transiçãoO tema é comentado por Marx na famosa “Carta a Weydemeyer”,
de 5 de março de 1852, onde o pensador alemão explica: “não me cabe o mérito de
haver descoberto nem a existência das classes nem a luta entre elas. Muito antes
de mim, historiadores burgueses já haviam descrito o desenvolvimento histórico
dessa luta entre as classes e economistas burgueses haviam indicado sua anatomia
econômica. O que eu trouxe de novo foi: 1) demonstrar que a existência das
classes está ligada somente a determinadas fases do desenvolvimento da produção;
2 que a luta de classes conduz, necessariamente, à ditadura do proletariado
[leia-se socialismo]; 3) que essa própria ditadura nada mais é que a transição à
abolição de todas as classes e a uma sociedade sem classes.”A
experiência histórica revelou que o processo de transição do socialismo ao
comunismo é muito mais complexo, instável e longo do que em geral se supunha. É
preciso ponderar o fato de que a revolução proletária não ocorreu nos países
onde o capitalismo estava mais maduro (Inglaterra, Alemanha, França e EUA),
conforme imaginavam os fundadores do marxismo. Consequentemente, não contou com
uma base material avançada e se defrontou com tarefas características da
revolução burguesa, como a reforma agrária. A produtividade baixa
induziu os líderes revolucionários a estimular o desenvolvimento de relações
capitalistas de produção, seja através da Nova Política Econômica (NEP). No caso
da União Soviética (1921-1927), ou das reformas na direção de uma economia
socialista de mercado na República Popular da China. O processo de transição a
uma sociedade sem classes tende a atravessar séculos.Produtividade e
consciênciaO comunismo depende de um nível de produtividade bem
maior do que o atual e uma consciência social igualmente mais avançada, conforme
reiterou Lênin, para acabar com a escassez relativa (que é e será sempre uma
fonte de conflitos sociais) e erigir uma sociedade de abundância, na qual as
classes, a divisão social do trabalho e o Estado deixam de ter razão para
existir e desaparecem.Produtividade e consciência social caminham de
mãos dadas e o desenvolvimento das forças produtivas deve ser considerado uma
condição indispensável à transição ao comunismo. A nova sociedade pode parecer
uma mera utopia, mas é preciso lembrar que Marx e Engels rejeitaram o socialismo
utópico que prosperou no continente europeu durante os séculos 18 e 19
atribuíram à teoria do socialismo um status científico. Trata-se de um projeto
ousado para a história humana pelo qual vale a pena lutar, pois confere a esta
um significado que não é religioso ou idealista, mas materialista e
humanista.
FONTE: www.vermelho.org.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

POR QUE OS TORTURADORES ESCONDEM OS SEUS ROSTOS

Debate: Por que os
torturadores escondem os seus rostos?
A foto de Dilma Rousseff sendo interrogada por
funcionários da ditadura tem se prestado a várias leituras. A cena dos dois
homens escondendo o rosto com a mão assemelha-se muito à imagem de criminosos
escondendo a face para não serem reconhecidos. Eles são autores de crimes que
definem a verdadeira impunidade que ainda precisa ser enfrentada no Brasil.
Por Katarina Peixoto
No dia 3
de dezembro, a revista Época publicou uma foto de Dilma Rousseff sendo
interrogada por delinquentes oficiais depois de 22 dias de tortura. A foto é
extraordinária sob muitos aspectos e um deles é a sua expressividade como
história, como fato histórico. Uma jovem altiva mira o ou os interrogadores e dois
dos delinquentes que participavam da barbárie esconderam o rosto para o
fotógrafo (a história desse ato fotográfico mereceria por si só uma análise
detida, não tanto da intenção do fotógrafo, mas da função desse tipo de foto,
numa ditadura, em sessões de interrogatório). Dilma, como todos podem saber,
foi torturada. Os torturadores de Dilma, não.
Essa foto tem sido objeto de algumas reflexões na imprensa brasileira. Uma
delas, assinada pelo jornalista Moisés Mendes, do jornal Zero Hora (edição
de 11/12/2011) chama a atenção por uma curiosa escolha de palavras.
Estabelecendo uma relação entre o período histórico da ditadura e a foto de
Dilma, o jornalista escreve:
“Éramos alienados, seu Mino. Jovens com o perfil de Dilma, comunistas,
democratas ou anarquistas, que provocaram o confronto com o regime com suas
próprias vergonhas, eram quase todos da minoria da militância estudantil. Só
leve a sério quem aparecer contando vantagem, com histórias de resistência e
bravura naquele 1970, se conhecer sua trajetória.
A foto de Dilma no interrogatório não é a síntese da juventude brasileira de
quatro décadas atrás. É apenas a foto de uma moça destemida diante de dois
homens torturados pela desonra”. (ver íntegra do artigo no final)
Torturados pela desonra? A cena dos dois homens escondendo o rosto com a mão
assemelha-se muito à imagem de criminosos escondendo a face diante das lentes
de uma máquina fotográfica ou de uma câmera de televisão. Considerando o
período histórico e o contexto da cena, parece muito mais plausível que a
tentativa de esconder o rosto tenha pouco a ver com um “sentimento de desonra”
e tudo a ver com um gesto com um objetivo bem definido: não ser identificado.
Os criminosos, em geral, não gostam de ser identificados.
A possibilidade de os torturadores sentirem-se envergonhados obviamente não
está descartada; seria nada mais que uma possibilidade e, enquanto tal caberia
averiguar. Uma das dificuldades para que isso ocorra é que, no Brasil, os
torturadores nunca se disseram envergonhados, sequer assumiram o que fizeram e
menos ainda foram punidos. Como não bastasse, os arquivos em que seus delitos
estão registrados foram ou destruídos ou sonegados da cidadania brasileira e
assim seguem, mesmo quase trinta anos após o fim da ditadura. A ocultação dos
torturadores, dos seus atos e de suas personalidades de direito torna
impossível averiguar a sua vergonha.
De fato, em termos jurídicos, um crime imprescritível (como o são os crimes
contra a humanidade, dentre eles a tortura), uma vez não investigado,
processado e punido se constitui como crime continuado. Assim, não há qualquer
obstáculo jurídico ou lógico para se atribuir aos delinquentes que torturaram,
entre outros, a atual presidente democraticamente eleita do Brasil o adjetivo
que lhes é devido: criminosos contra a humanidade.
Aqui aparece um ponto que parece ser decisivo para as leituras da foto em
questão. O Estado brasileiro, até hoje, não reconheceu que foi autor de crimes
no período da ditadura. Não se trata apenas de reconhecer crimes contra o marco
constitucional da época. Um governo eleito foi derrubado por alguns setores
civis e militares, num movimento autoritário que feriu de morte o marco
constitucional da época. Além desse crime, outros foram praticados: prisões
arbitrárias e ilegais, demissões arbitrárias do serviço público e de empresas,
perseguições, sequestros, torturas, assassinatos...Crimes cometidos por agentes
de um estado de exceção.
Neste contexto, os interrogadores de Dilma escondem o rosto não porque estão
“torturados pela desonra”, mas porque, objetivamente, pertencem a uma
organização criminosa que tomou de assalto o Estado brasileiro. O fato de isso
não ser reconhecido por um jornalista sério mostra o quanto o Brasil precisa
acertar as contas com sua própria história.
Os crimes praticados por criminosos que até hoje insistem em esconder seus
rostos continuam sem inquérito, sem processo, sem acusação, sem defesa, sem
julgamento. Os torturadores não têm vergonha alguma pelo simples fato de que
eles, institucionalmente, isto é, como membros do aparato de segurança e das
forças armadas, jamais confessaram seus crimes.
E se o Brasil tivesse aberto os arquivos da ditadura civil-militar que se
seguiu ao golpe de estado de 1964? E se as famílias dos supliciados e
desaparecidos tivessem tido acesso aos corpos de seus entes familiares, bem
como às condições de seu assassinato?
Os delinquentes que participaram do interrogatório da jovem Dilma Rousseff,
depois de esta passar por 22 dias de tortura, por acaso foram investigados e padeceram
como acusados sem inquérito, tiveram os seus corpos supliciados e as suas
subjetividades invadidas pela brutalidade da violação física e mental de que se
faz a tortura? Há alguma confissão inconfessa ao público, em que algum
torturador teria incorrido?
As dificuldades e resistências em reconhecer que o Estado foi autor de crimes
só reforçam a importância de uma Comissão da Verdade, que traga à luz os rostos
que até hoje tentam se esconder e os fatos que até hoje permanecem escondidos.
Há um jargão (distorcido) que costuma ser repetido à exaustão que consiste em
dizer que “o Brasil é o país da impunidade”. As nossas prisões estão
abarrotadas e todos sabem qual é o perfil de seus habitantes. A impunidade no
Brasil aplica-se, sobretudo, aos chamados crimes de colarinho branco, mas a mãe
de todas as impunidades é a que até hoje está encravada no coração do Estado.
Os crimes cometidos pelo Estado brasileiro, como o da tortura, permanecem
impunes e, mais do que isso, sendo reproduzidos em peças policiais obscuras que
também escondem o rosto.
Por isso, também, seria importante que Dilma determinasse a abertura dos
arquivos da ditadura militar. Mais do que pela autoridade moral de ter sido
vítima da ação dos delinquentes torturadores e assassinos; mais do que pela sua
subjetividade e decência, mais do que pelo respeito que ela tem pelos que
ficaram pelo caminho, pelos que foram subtraídos, até em seus restos mortais,
de seus familiares, ela pode abrir os arquivos. Para além da confusão gerada e
reproduzida pela lei da anistia, é importante abrir esses arquivos para acabar
com as mentiras históricas, até quando cometidas por gente séria, em conotações
equívocas e que dão guarida à falsidade na descrição do que se passou.
(*) O jornal Zero Hora só disponibiliza os links dos textos de sua
edição impressa para assinantes. Segue abaixo o artigo em questão:
11 de dezembro de 2011 N° 16914
A foto de Dilma
Por Moisés Mendes
Enquanto alguém fotograva Dilma Rousseff naquele interrogatório da Auditoria
Militar do Rio, você fazia o quê? Você que era jovem, com idade para duelar com
a ditadura e cometer loucuras em nome da democracia ou de uma revolução, o que
você fazia naquele novembro de 1970 enquanto Dilma encarava os militares com o
nariz empinado e você nem sabia que Dilma existia?
Admita: você, seus irmãos, seus colegas, seus vizinhos não faziam quase nada.
Eu confesso: tinha 17 anos, dormia escutando as baladas da Rádio El Mundo de
Buenos Aires e acordava pensando no milagre que eliminaria minhas espinhas da
cara. Como nos empurraram para a alienação naquele 1970, em Alegrete ou em
Porto Alegre!
E agora você, que tem hoje a idade de Dilma em 1970, que tem 22 aninhos, que já
postou mais de mil fotos suas no Facebook: você já tem uma foto síntese como
aquela de Dilma? Tem a imagem que revele sua alma, que dispense legendas, que
esteja para você como a Mona Lisa está para todas as mulheres e como a Guernica
de Picasso está para todas as guerras? Você tem uma imagem que tenha condensado
tudo de você?
Se ainda não produziu a foto reveladora de sua presença neste mundo, não se
penitencie. A foto de Dilma é única. Não acredite na conversa de que todos os
jovens daquele 1970 enfrentavam a ditadura com o olhar de laser de Dilma. Os
jovens de 1970 estavam anestesiados por quatro anos de regime militar, pelo Tri
no México, pela censura.
A edição número 115 de Veja, de 18 de novembro daquele 1970, trazia esta
capa: Em quem os jovens votaram. A reportagem tratava de uma pesquisa com mil
jovens de 18 a 22 anos, de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Recife, que votavam
pela primeira vez no dia 15 daquele mês para eleger senadores e deputados.
Algumas revelações da pesquisa: 52% não sabiam por que os militares fizeram o
golpe de 64; outros 25% disseram que o golpe evitara o comunismo; 71% achavam
que o povo estava feliz com a situação do país; 51% dos jovens gaúchos votariam
na Arena (o partido do governo) e 44% no MDB (da oposição); e 55% de todos os
pesquisados no país votavam “por obrigação” (só 10% entendiam que votar era um
direito). E quem tinha sido Oswaldo Aranha? 83% não tinha a menor noção. E qual
seria a nota para o presidente Médici? Um 8,4. E assim por diante.
Na eleição, de 70, o MDB levou uma lambada de dois votos por um da Arena. A
Arena elegeu 41 senadores e 223 deputados federais. O MDB, apenas seis
senadores e 87 deputados. No Estado, Daniel Krieger e Tarso Dutra, arenistas,
foram eleitos senadores com o dobro de votos dos emedebistas Paulo Brossard e
Geraldo Brochado da Rocha.
Foi uma goleada do partido do governo, com o voto faceiro dos jovens. Vão dizer
que havia a campanha do voto nulo, que o país ainda estava confuso, que faltava
coesão ao MDB, aos democratas e às esquerdas. Nessa confusão, os jovens eram,
como escreveu Mino Carta, o diretor de Veja, “pouco politizados, muito práticos
e eventualmente ingênuos”.
Éramos alienados, seu Mino. Jovens com o perfil de Dilma, comunistas,
democratas ou anarquistas, que provocaram o confronto do regime com suas
próprias vergonhas, eram quase todos da minoria da militância estudantil. Só
leve a sério quem aparecer contando vantagem, com histórias de resistência e
bravura naquele 1970, se conhecer sua trajetória.
A foto de Dilma no interrogatório não é a síntese da juventude brasileira de
quatro décadas atrás. É apenas a foto de uma moça destemida diante de dois
homens torturados pela desonra.
Fonte: CartaMaior
FONTE 2: WWW.vermelhor.org.br
18 de
Dezembro de 2011

ZÉ ANTONIO - CONHECIDO ZÉ DO FACÃO, COMUNISTA AUDACIOSO, CORAJOSO, E COMBATIVO.


UM GUERRILHEIRO, ZÉ DO FACÃO; COM O MICROFONE NA MÃO, LUTANDO CONTRA A CORRUPÇÃO.
UM GUERREIRO, COMBATIVO, CORAJOSO; E, AUDACIOSO...SEMPRE NA LUTA.

PCdoB 90 anos de luta

16 de Março de 2012 - 7h08 PCdoB 90 anos, pelo Brasil e o socialismoPor ocasião do transcurso do 90º aniversário da fundação do Partido Comunista do Brasil, a Comissão Política Nacional do PCdoB lançou um manifesto aos trabalhadores e todo o povo brasileiro celebrando o acontecimento histórico e apontando as perspectivas da luta dos comunistas pelo socialismo no Brasil. Leia a íntegra:O Partido Comunista do Brasil – PCdoB – completa 90 anos em 25 de março de 2012. É a organização política de vida mais longa de toda a história do país, ligada aos anseios dos trabalhadores pelo ideal socialista. Sua visão projeta o Brasil como uma grande Nação, amante da paz e da solidariedade entre os povos, avessa à guerra e às imposições imperialistas.Em nove décadas, gerações de comunistas integraram as fileiras partidárias. Em fases distintas, três personalidades vincaram seus nomes à saga dos comunistas no Brasil: Astrojildo Pereira, Luiz Carlos Prestes e João Amazonas.Astrojildo esteve à frente da fundação em 1922 e simboliza a geração dos primeiros tempos. Prestes entra para o Partido em 1934, já como “Cavaleiro da Esperança”, e lidera a geração até 1960; Amazonas ingressa em 1935, lidera a geração que o reorganiza em 1962 e o conduz até a primeira eleição de Lula.Com a aclamação, em 2001, de Renato Rabelo como presidente do Partido, pouco antes da morte de Amazonas, uma nova geração vai ocupando as trincheiras comunistas.Hoje, o PCdoB é uma força conhecida e prestigiada, com um pujante ativo político e moral, forte presença junto aos trabalhadores, influência predominante na juventude, realce no Parlamento, em Executivos locais e nos governos de Lula e Dilma.Sem menosprezar divergências do passado, a direção atual do PCdoB tem consciência de que este partido é aquele fundado em 1922 e reorganizado em 1962, construído por todas estas gerações de comunistas. O aniversário, que com muito orgulho celebramos, é de todas essas gerações.1) Legado da geração dos fundadoresA primeira contribuição expressiva do Partido à nossa história foi sua própria fundação. Ela introduziu na cena política, pela primeira vez entre nós, um partido da classe operária, com organização própria e objetivos específicos, a começar pelo socialismo.A classe operária naquele período já ia a greves por seus direitos e tinha sindicatos atuantes. Mas, sob influência anarquista, resistia à luta política. Entretanto, da Rússia chegara a notícia de que os trabalhadores puseram abaixo um regime tirânico, assumiram o poder e começaram a construir o socialismo. E uma informação circulou: tamanha proeza só fora possível porque lá existia um partido comunista.Construir um partido deste tipo em nosso país foi a missão iniciada pelos nove delegados que fundaram o Partido Comunista do Brasil: Astrojildo Pereira, Cristiano Cordeiro, Abílio de Nequete, Hermogênio da Silva Fernandes, João da Costa Pimenta, Joaquim Barbosa, José Elias da Silva, Luis Peres e Manuel Cendón. Astrojildo e outros, como Octávio Brandão, lideraram a primeira geração de comunistas.A República Velha entrava em crise e crescia a contestação que desaguou oito anos depois na Revolução de 1930. O Partido recém-fundado introduziu um elemento novo: levou a classe operária à política. Organizou o Bloco Operário e Camponês, o BOC, que sistematizou, pela primeira vez entre nós, uma plataforma de direitos sociais e trabalhistas. O Partido, através do BOC, elege em 1927 dois comunistas para vereador no Rio de Janeiro, Octávio Brandão e Minervino de Oliveira.Em 1929 – com a bandeira da unicidade sindical que defende desde 1922 – cria a Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil, a CGTB.Para as eleições de 1930 inscreveram-se Júlio Prestes, pela situação, e Getúlio Vargas, pela oposição. O Partido propôs a Luiz Carlos Prestes que fosse seu candidato, o que não foi aceito. Lançou então a candidatura de Minervino de Oliveira, secretário-geral da CGTB. A campanha sofreu uma violência incomum, o candidato foi preso diversas vezes. Teve reduzida votação. Mas o fato histórico ficou: em 1930 o Partido Comunista do Brasil lançou para presidente da República o operário, sindicalista, negro, Minervino de Oliveira.Desencadeada a Revolução de 1930, o Partido não a apoiou. Julgou, erroneamente, que estavam em pauta meras contradições oligárquicas.A geração dos fundadores também deixou legado valioso na divulgação das ideias do Partido. É de 1922 a revista Movimento Comunista; de 1925 o jornal A Classe Operária; e de 1927 o primeiro diário comunista, A Nação.Na frente teórica, credita-se também à geração dos fundadores o lançamento da primeira edição brasileira do Manifesto Comunista, seguida de outras obras de Marx e Lênin. Octávio Brandão publica Agrarismo e Industrialismo (1926), o primeiro ensaio sobre a realidade brasileira sob a ótica marxista.2) Luta pela liberdade, por desenvolvimento e cultura Quando a Revolução de 1930 mostrou seus limites, o Partido contribuiu para o lançamento da Aliança Nacional Libertadora (ANL), em março de 1935. Prestes, que entrara no Partido em 1934, foi seu presidente de honra. A ANL logo se espalhou pelo território nacional com seu lema “Pão Terra e Liberdade” e com suas mobilizações contra o nazifascismo e a versão local deste, o integralismo. Foi então proibida pelo governo Vargas, levando grupos aliancistas ligados ao Partido a tentarem implantar um governo popular com o levante insurrecional de novembro de 1935 – logo sufocado por apoiar-se basicamente nos quartéis.A repressão sempre se abateu pesadamente contra o Partido. Após o levante de 1935, foi extensa e cruel, com mais de 15 mil presos. Prestes ficou nove anos na cadeia. Olga Benário, jovem alemã ligada à Internacional Comunista, companheira de Prestes, foi entregue à Gestapo de Hitler e morta num campo de concentração. A onda repressiva prosseguiu após 1937, na ditadura do Estado Novo.Nos 63 anos que vão de 1922 a 1985, o Partido teve apenas dois anos e quatro meses de legalidade. As classes dominantes sempre tolheram sua liberdade. Mas, em diversas oportunidades, a repressão se abateu não apenas contra os comunistas, mas também contra toda a sociedade, como no Estado Novo (1937-1945) e na ditadura militar (1964-1985). O pretexto mais usado foi a “ameaça comunista”. Por isso, um dos legados do Partido à história do Brasil é sua extensa luta pela liberdade.No Estado Novo a direção partidária foi desbaratada, sendo necessária uma reestruturação que culminou com a Conferência da Mantiqueira (1943). Aí desponta a segunda geração de comunistas, tendo à frente Luiz Carlos Prestes (na prisão até 1945) e mais Diógenes Arruda, Maurício Grabois, Pedro Pomar, João Amazonas, Amarílio Vasconcelos, Júlio Sérgio de Oliveira, Mário Alves e Carlos Marighella.O Partido lutou para o ingresso do Brasil na 2ª Grande Guerra Mundial ao lado das forças aliadas, entre elas URSS, contra o Eixo nazifascista. Empenhou-se pela constituição da Força Expedicionária Brasileira que lutou na Europa, à qual muitos comunistas se alistaram.Na esteira da derrota da Alemanha na 2ª Guerra, cai o Estado Novo e o Partido vai à legalidade por mais um curto período. Apresenta Iedo Fiúza como candidato próprio à presidência da República em 1945, que obteve 10% dos votos válidos; e elege, para a Constituinte de 1946, Prestes senador, com grande votação, e 14 deputados, entre eles o mais votado no Rio de Janeiro, João Amazonas, além de Maurício Grabois, Carlos Marighella, Gregório Bezerra, Jorge Amado e Claudino José da Silva, o único negro na Constituinte.Na Constituinte, o Partido destacou-se pela intransigente defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores, da reforma agrária, da soberania nacional. E ressaltou o papel da União Soviética para a derrota do nazifascismo.A Constituição entrou em vigor já no clima envenenado do governo Dutra e da Guerra Fria. O Partido perdeu seu registro em 1947 e em seguida os parlamentares eleitos pela sua legenda foram cassados. Rude e rasteiro golpe – contra a democracia.De novo na clandestinidade, os comunistas salientam outra marca sua: a defesa do desenvolvimento e da economia nacional. Data daí a campanha “O Petróleo é Nosso”, que levou à criação da Petrobras em 1953.Nesse período os comunistas organizaram grandes campanhas pela paz, contra o envio de tropas brasileiras para lutar na guerra da Coreia e pela interdição das armas atômicas.Nesta geração o Partido estreitou seus laços com a produção intelectual e artística. Tiveram ligações diretas com o Partido, entre outros, escritores como Jorge Amado e Graciliano Ramos; arquitetos e artistas plásticos como Oscar Niemeyer, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Carlos Scliar e Tarsila do Amaral; dramaturgos e atores, como Gianfrancesco Guarnieri, Francisco Milani, Oduvaldo Vianna Filho, Dias Gomes e Mário Lago; músicos como Cláudio Santoro e Guerra Peixe; cineastas como Ruy Santos e Nelson Pereira dos Santos; cientistas como Mário Schenberg; esportistas como João Saldanha; jornalistas como Aparício Torelli, o Barão de Itararé.3) A reorganização e a luta em várias frentes contra a ditadura de 1964Graves fatos ocorreram no Partido Comunista do Brasil entre 1956 e 1962. Por um lado, diretrizes oportunistas disseminadas pelo 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), chefiado por Nikita Kruschev, foram respaldadas pela maioria da direção brasileira. Por outro, esta mesma maioria adota orientação nacional-reformista. Assim, em 1961, publicou-se um novo Programa e novo Estatuto de uma nova agremiação, reformista, chamada Partido Comunista Brasileiro.Imediatamente um grupo de experimentados dirigentes reagiu e, em fevereiro de 1962, reorganizou o Partido Comunista do Brasil, com seu nome original, tradição e caráter revolucionário, passando a usar a sigla PCdoB. O Partido saiu menor, mas revitalizado. Passou a pensar mais o Brasil e definir suas políticas em sintonia com os acontecimentos. À frente da reorganização estavam João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar.Transcorrido meio século, a vida deu razão aos reorganizadores do Partido. O PCdoB cresceu e se afirmou. Ninguém, hoje, tem dúvida sobre qual é o Partido Comunista do Brasil.Dois anos depois da reorganização, os generais desfecham o golpe de 1964. O Partido concluiu que a ditadura viera para ficar; fechava as portas para a ação institucional e, portanto, as abria para a resistência armada. Nos anos seguintes, enquanto a ditadura se tornou ainda mais violenta, o PCdoB preparou e dirigiu a Guerrilha do Araguaia.O Araguaia foi um capítulo heroico da história do Brasil, que honra e enaltece o PCdoB. A Guerrilha resistiu quase três anos. A ditadura mobilizou grandes contingentes para enfrentá-la, proibiu a imprensa de noticiá-la, apelou para a “guerra suja”. Mas o alerta ficou: os brasileiros não aceitavam a ditadura e outros Araguaias poderiam surgir.Durante a guerrilha, a quase totalidade da maior organização de oposição à ditadura, a Ação Popular Marxista-Leninista (APML) do Brasil, após longa luta ideológica, incorporou-se ao PCdoB: foi o mais importante e exitoso processo unificador na história das esquerdas brasileiras.Em sua fase declinante, em 1976, a ditadura ainda perpetrou a Chacina da Lapa, em São Paulo, onde executou mais três líderes comunistas: Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Batista Drummond.Amazonas passa a encabeçar um núcleo dirigente recomposto com dirigentes vindos da APML e quadros jovens, liderando toda uma terceira geração de comunistas.Em 1975, o Partido sintetizou em três bandeiras a luta pelo fim da ditadura: anistia ampla, geral e irrestrita; revogação dos atos e leis de exceção; e Constituinte livre e soberana. Em 1979, a anistia, embora distorcida e incompleta, libertou os presos políticos e permitiu a volta dos exilados. A movimentação social recomeçara, com greves e outras jornadas como o Movimento Contra a Carestia. E o Partido nelas está presente. E em 1984 houve uma das maiores mobilizações de massas da história do país, a campanha das “Diretas Já”. O PCdoB, mesmo proibido, ganhou as praças. Mas as “Diretas Já” não passaram no Congresso.A Nação ficou chocada. A oposição, em dúvida. Parte dela ensaiou o movimento chamado “Só Diretas”. Tancredo Neves, o presidenciável oposicionista possível, teria de renunciar ao governo de Minas Gerais para se candidatar. Em meio a tanta confusão, renunciaria?O PCdoB não se confundiu. Realçou que a oposição iria ao Colégio Eleitoral não para legitimar, mas para acabar com a ditadura; e que, se um candidato assumisse abertamente este compromisso, o Partido iria às ruas ajudar a legitimá-lo. Amazonas foi a Minas expor esta posição a Tancredo. Este se candidatou e reeditaram-se os grandes comícios das “Diretas Já”. A vitória sepultou o Colégio e a ditadura.Outro momento crucial foi a derrota da experiência socialista soviética, em 1991. Os capitalistas proclamaram que o socialismo acabara. E políticos e intelectuais, até progressistas, acreditaram nesse embuste. Partidos comunistas diversos arriaram suas bandeiras, mudaram seus nomes, alteraram seus símbolos e renunciaram ao marxismo.O PCdoB não arriou sua bandeira, não mudou seu nome, não alterou seu símbolo, não renegou o marxismo. Procurou tirar lições da derrota, estudando e aprendendo com os acertos e erros da experiência soviética, situando a luta pelo socialismo nas novas condições do mundo. Sublinhou que essa derrota acontecia na infância do socialismo, quando ele dava seus primeiros passos. Convocou um Congresso Extraordinário (1992) e, após um robusto debate, a conclusão foi unânime: “O socialismo vive!”.Hoje, é o capitalismo que se debate nas garras da crise sistêmica. E esta tem seu centro justamente nas metrópoles capitalistas: a europeia e a norte-americana.Ao contrário, o socialismo mostra sua vitalidade. Aí estão a grande China – segunda maior potência mundial –, o heroico Vietnã e a destemida Cuba, entre outras experiências, inclusive os projetos socialistas de Venezuela, Bolívia e Equador. Também se realçam os movimentos de rebeldia em Wall Street e as greves gerais na Europa.O que está em curso no mundo, e, sobretudo, em nossa América Latina, é uma nova luta pelo socialismo. É um socialismo revolucionário e renovado, que não copia um modelo único, que incorpora particularidades nacionais, e desbrava seu caminho com coragem e mente aberta. É este o socialismo do PCdoB.4) Novo tempo, democratização, Constituinte, Partido no governoA redemocratização após a ditadura seguiu caminho inesperado. Tancredo faleceu e coube a José Sarney dar os passos decisivos. O Partido volta à legalidade e vai à nova Constituinte de 1987-88. Suas 1.003 emendas versavam sobre o aprofundamento da democracia; os direitos dos trabalhadores; o desenvolvimento e soberania nacional. Tal como na Constituinte de 1946, uma delas garantia a liberdade religiosa. O Partido Comunista do Brasil é a única legenda, do conjunto de agremiações hoje em atividade, que participou de três Constituintes do período republicano.Em 1º de janeiro de 2003 Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse no Palácio do Planalto. Não era uma simples troca de nomes. Um novo ciclo se abria na história do país.O PCdoB se orgulha da condição de protagonista na construção deste ciclo. É o único partido, afora o PT, que nele se empenhou desde o início. Esteve com Lula desde a campanha de 1989, nas três derrotas iniciais e nas três vitórias que se seguiram, até a eleição de Dilma Rousseff em 2010. Engajou-se na difícil resistência à era neoliberal, nas grandes manifestações estudantis e populares que levaram ao impeachment do presidente da República em 1992. No governo Fernando Henrique lutou contra a política neoliberal, das privatizações, do FMI, do “apagão”, da diplomacia que falava grosso com a Bolívia e fino com os EUA. O Partido ajudou a virar – esperamos que para sempre – essa página tenebrosa.A mudança no Brasil faz parte de um movimento mais amplo. É a América Latina quase toda que se rebela, em uma verdadeira maré vermelha, democrática, patriótica e progressista, tingida pelo sangue latino-americano.A rebelião segue um caminho original, onde a arma principal é o voto popular. Através de vitórias de candidatos avançados, respaldados nos movimentos populares, o processo de transformação segue seu curso.Para o Partido, 2003 trouxe uma realidade inédita. Ele foi chamado a participar, pela primeira vez em sua existência, do governo do Brasil. E aceitou.Há quase dez anos o PCdoB apoia, integra e luta pelo sucesso dos governos democrático-populares de Lula e Dilma. Emprestou-lhes alguns dos seus melhores quadros para atuar – com notável sucesso e integridade sem mácula – nas áreas do Esporte, articulação política, petróleo, Cultura, Ciência e Tecnologia, Saúde e Turismo, entre outras. Nos dias cruciais da crise de 2005, quando a oposição conservadora achou que ia “se livrar dessa raça”, o PCdoB é que trouxe o povo às ruas para bradar “Fica Lula!”.Ao mesmo tempo, o PCdoB não confunde lealdade e apoio com seguidismo. Preserva sua independência política em relação ao governo. Defende e respeita a autonomia dos movimentos sociais, a mobilização do povo, como imprescindíveis às mudanças. Sustenta que o governo, para avançar e se defender do golpismo da direita, precisa tanto do apoio quanto da crítica. Considera que criticar o que está errado é uma forma de apoiar.5) ConclamaçãoO Partido Comunista do Brasil é uma força política brasileira, engajada na realização de objetivos como o de transformar o Brasil em uma Nação próspera, desenvolvida, livre, amante da paz entre os povos, em marcha para uma transição socialista. É cioso do seu passado de lutas, que contribuiu, muitas vezes com sacrifícios inauditos, para o Brasil chegar aonde chegou.O mundo vive hoje uma grande crise do capitalismo que agrava ainda mais as crescentes desigualdades, as crises sociais e aumenta os conflitos de guerra no mundo. Neste contexto, a questão central é a qual rumo se dirigir, qual alternativa seguir.Por isso mesmo o PCdoB, na festa de seus 90 anos, conclama o povo a abraçar seu Programa Socialista, aplicá-lo e desenvolvê-lo.O Programa Socialista do PCdoB resulta de reflexões amadurecidas sobre a situação do país e do mundo. Passou por anos de elaboração. Encarna uma nova concepção programática.O atual Programa Socialista do PCdoB dá um passo à frente: propõe um rumo e um caminho. O socialismo é o rumo. O fortalecimento da Nação brasileira, o caminho.O socialismo proposto é renovado, não copia modelos, leva em conta os avanços das experiências socialistas modernas e as particularidades nacionais. Tem uma feição brasileira.O fortalecimento da Nação concretiza-se em um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, com quatro fundamentos: a luta pela soberania e defesa da Nação; a democratização da sociedade; o progresso social; e a integração solidária da América Latina. O Programa faz um amplo conjunto de propostas capazes de nortear este projeto.Este caminho pode levar a uma democracia popular, com hegemonia dos trabalhadores e da maioria da Nação e, portanto, criar condições para a transição ao socialismo. Representará um novo salto civilizacional, o terceiro na acidentada, mas vitoriosa, história do Brasil.É armado deste Programa e do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento que o PCdoB faz esta conclamação e, convicto de que o aumento de sua representatividade política contribuirá para o avanço das conquistas do povo, participará, em plenitude, nas eleições de outubro próximo, inclusive disputando prefeituras em várias capitais e outras cidades importantes. O Partido abre suas portas e acolhe, para suas fileiras militantes, todos os brasileiros e brasileiras que buscam ter uma atividade política organizada e transformadora.Grande é a vitória do Partido Comunista do Brasil em chegar aos 90 anos de existência. Maior ainda é a alegria do PCdoB por chegar aos 90 anos altivo, revitalizado e confiante. Altivo por nunca ter tergiversado na defesa dos trabalhadores e do Brasil. Revitalizado por nunca ter contado com tanta gente em suas fileiras para enfrentar as tarefas do futuro. E confiante por estar no caminho do fortalecimento da Nação e no rumo do socialismo.Viva o 25 de março!Viva o PCdoB!Viva o Socialismo!Viva o Brasil!São Paulo, 15 de março de 2012.A Comissão Política Nacional (CPN) do Partido Comunista do Brasil, PCdoB

sexta-feira, 16 de março de 2012

90 ANOS NÃO SÃO 90 DIAS

O linchamento politico em curso contra o camarada Orlando Silva, ministro do Esporte, indignou a todos nós, militantes comunistas. Em meio à tormenta e á resistencia, um aspecto foi, ao meu ver, pouco explorado e nele reside uma diferença comparativa favorável ao PCdoB dentre a seara partidária nacional. essa "diferença" tem nome, sobrenome, cpf e crediário nas casas Bahia: é a militancia.
Digo isso, correndo o risco de parecer óbvio, porque julgo um feito raro o que realizamos nos ultimos dias. A postura "natural" diante de uma capa de Veja, somada a um Jornal Nacional, arrematados por 13 minutos de Fantástico, seria a prostação, o recolhimento.
ocorre que o PCdoB foi diferente. Desde sábado, foi um ritual de semana de mobilização. Ninguém recuou ninguem cedeu, ninguem ficou magoadinho. Alimentada pela reação firme, de bate-pronto, de nosso presiente Renato Rabelo, a infantaria avançou para não recuar.
já na noite de domingo a militancia comunista mostrou que não aceitaria passivamente o enchovalhamento de um destacado dirigente e do Partido qutantos deram a vida para trazer onde está hoje. Pelo twitter, ferramenta que pegou especialmente para a política, os comunistas por inciativa pioneira da aguerrida UJS deram a cara a bater com a campanha: souorlandosoubrasil.
Autor: Fernando Borgonovi/ Postado por: Zé Antonio-PCdoB/o zé do facão/
Guerrilha do Araguaia
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Guerrilha do Araguaia foi um movimento guerrilheiro existente na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre fins da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. Criada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), uma dissidência armada do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tinha por objetivo fomentar uma revolução socialista, a ser iniciada no campo, baseada nas experiências vitoriosas da Revolução Cubana e da Revolução Chinesa.
A questão do Araguaia (guerrilha)
Em 1971, ocorreu uma manifestação concreta de ação militar no Brasil, onde o Exército Brasileiro enfrentou sua maior prova, na região de Xambioá, norte do antigo estado do Goiás, (hoje Tocantins). Lá formou-se um quadrante de ação operacional, seguido de encasamento de três divisões clássicas de combate pôr quadrantes menores, ou seja a formação de 3 pelotões de 21 soldados cada, divididos em três esquadras de sete soldados, totalizando 63 componentes.
O líder de cada grupo de sete soldados, desconhecia as ordens do comandante de pelotão de 21, que desconhecia a formação e identificação dos demais pelotões, assim a pirâmide de autoridade seguia uma linha de formação utilizada na guerra colonial da Argélia, perdida pelos franceses e pela Legião Estrangeira.
Esse tipo de ação, somado aos fato dos militares atuarem descaracterizados (em trajes civis, cabeludos e barbudos), ocasionava freqüentes casos de confrontos entre patrulhas diferentes, com mortos e feridos por "fogo amigo".
Há que ser destacado que a operação realizada desta forma, com o emprego de pequenas frações de tropas, ocasionou poucas baixas no combates, principalmente na população civil.
A formação dos líderes principais era universitária (médicos e engenheiros), sendo desconhecida então pela inteligência do Exército. Contudo, os guerrilheiros tratavam a ocupação valendo-se da linha de Ernesto Guevara, tentando conquistar a população com atitudes assistencialistas, posto que o Estado era ausente na região.
Após um ano de atuação os grupos lá estacionados, já julgavam possuir condições de articulação da população em curto período com mobilização para defesas, baseadas nas táticas empregadas por Ho Chi Min no Vietnã e em Cuba, por Fidel Castro.
Ocorre que, contrariamente ao esperado, os guerrilheiros não encontraram o apoio necessário na população local, bem como de seus próprios pares em outras regiões do país, ficando praticamente isolados na selva, lutando quase sem recursos.
O trabalho da inteligência do Exército foi bem executado, mas inicialmente faltaram os efetivos operacionais necessários à repressão, e aí começaram os problemas no país.
O chefe da agência do SNI na época General Carlos Alberto da Fontoura determinou o imediato fechamento da área e início das operações militares.
Porém, o que encontrou foram guerrilheiros e guerrilheiras que, há mais tempo instalados, conheciam a região. As tropas do governo, por sua vez, recorreram à orientação de "mateiros" nativos da região, que ajudaram na guia das patrulhas. Promoveram também ações assistencialistas para cooptar a população. Durante 14 meses, num jogo de gato e rato na selva, os guerrilheiros conseguiram se furtar à presença dos militares, em meio a choques esporádicos e baixas eventuais.
Em 1974 com ataques combinados, Forca Aérea, fuzileiros navais, fuzileiros da infantaria de selva, infantaria paraquedista, e comandos e forças especiais, a primeira grande ofensiva apresentou sucesso do lado do Exército Brasileiro, cujas tropas na ocasião foram lideradas pelo General Hugo Abreu, comandante da Brigada Paraquedista e veterano da Força Expedicionária Brasileira.
Todavia sabe-se que a ofensiva valeu-se de aproximadamente mil soldados da infantaria da Aeronáutica, fuzileiros navais, do Exército e policiais militares. A guerrilha cessou.
As manifestações regionais ocorridas no país a partir do confronto armado, no Araguaia passaram a exigir dos governantes, uma condição ainda mais acentuada de controle, tendo as policias militares estaduais desempenhado esses papéis.

Combatida pelo Exército a partir de 1972, quando vários de seus integrantes já haviam se estabelecido na região há pelo menos seis anos, o palco das operações de combate entre a guerrilha e o Exército se deu onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam divisa. Seu nome vem do fato de se localizar às margens do rio Araguaia, próximo às cidades de São Geraldo do Araguaia e Marabá no Pará e de Xambioá, no norte de Goiás (região onde atualmente é o norte do estado de Tocantins, também denominada como Bico do Papagaio).[1]
Estima-se que o movimento, que pretendia derrubar o governo militar, tomar o poder, fomentando um levante da população, primeiro rural e depois urbana, e instalar um governo comunista no Brasil como havia sido feito em Cuba e na China [2], era composto por cerca de oitenta guerrilheiros sendo que, destes, menos de vinte sobreviveram, entre eles, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, que foi detido pelo Exército em 1972, ainda na primeira fase das operações militares. A grande maioria dos combatentes, formada principalmente por ex-estudantes universitários e profissionais liberais, foi morta em combate na selva ou executada após sua prisão pelos militares, durante as operações finais, em 1973 e 1974.[1] Mais de cinquenta deles são considerados ainda hoje como desaparecidos políticos.[3]
Desconhecida do restante do país à época em que ocorreu, protegida por uma cortina de silêncio e censura a que o movimento e as operações militares contra ela foram submetidos, os detalhes sobre a guerrilha só começaram a aparecer cerca de vinte anos após sua extinção pelas Forças Armadas, já no período de redemocratização.

O PCdoB chega ao Araguaia
Nos anos 60 do século XX, a região ao longo do qual corre o rio Araguaia era habitada por brasileiros em sua maioria vindos de outras regiões, principalmente do nordeste do país. Eram homens atrás de terras para o cultivo, garimpeiros atrás de pedras preciosas, caçadores atrás de peles de animais, migrantes procurando todo tipo de trabalho e riqueza que aquelas áreas virgens pudessem oferecer. Famílias inteiras, fugindo da seca nordestina, trabalhavam em fazendas por menos de um salário minimo. Muitos plantavam mandioca e castanha-do-pará, a maioria analfabetos e explorados pelos poucos proprietários de terra, grileiros do lugar. Era o local ideal, segundo o PCdoB, para o início de uma revolta popular.[4]
Ponto de partida de uma guerra sem data marcada para começar, a mata também servia para esconder opositores políticos procurados em todas as áreas urbanas do Brasil pela ditadura militar. A partir de 1967, os primeiros combatentes começaram a chegar a área, vindos do sul, sudeste e do Maranhão, onde já se haviam instalado, entre eles João Amazonas, o líder máximo do Partido, Elza Monnerat, Maurício Grabois, seu filho André Grabois, seu genro Gilberto Olímpio Maria, o médico João Carlos Haas Sobrinho e o gigante negro, engenheiro e campeão de boxe Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, entre poucos outros.
Entre 1967 e 1971, transformaram-se em habitantes locais, abrindo pequenos comércios, bares, prestando pequenos atendimentos médicos de casa em casa, fazendo partos, caçando, pescando, plantando, transportando pessoas e víveres em canoas, abrindo uma farmácia, dando aulas para moradores e fazendo propaganda política em pequenas reuniões, inseridos na pequena e humilde sociedade local. Eram chamados pelos caboclos de 'paulistas'.[4] Da primeira dezena que havia chegado em 1967/68, no começo da década de 1970 o grupo já contava de mais de sessenta militantes, homens e mulheres, vindos de diversos lugares do Brasil, quase todos jovens estudantes ou profissionais liberais, em preparação para uma revolução, que acreditavam, teria início ali.[4] Usando codinomes, eram 'Cid', 'Mário', 'João', 'Dr. Juca', 'Dona Maria', 'Dina', 'Baianinha', 'Regina', 'Sônia', 'Zeca Fogoió', 'Mariadina' e 'Cazuza', entre outros, para os moradores do Araguaia, na região entre Xambioá e Marabá.
Não era até então uma guerrilha. Com poucas armas a poucos integrantes, a direção do PCdoB acreditava que com mais um ou dois anos de preparação, seria possível deflagar a guerra de guerrilha rural revolucionária que era uma linha política do Partido, adepto da luta armada, desde 1962. Uma fuga e uma prisão feita em Fortaleza, bem longe dali, entretanto, faria com que os serviços de inteligência das Forças Armadas tomassem conhecimento dos guerrilheiros do Araguaia, antes do previsto e desejado.
Mobilização
Para combater os 79 guerrilheiros do PC do B, houve a mobilização de cinco mil soldados brasileiros, em três fases distintas que se prolongaram até 25 de dezembro de 1974, data em que o movimento insurgente foi definitivamente extinto. Os soldados brasileiros que participaram das operações iniciais desconheciam a sua missão e foram comandados pelo general Antônio Bandeira.
Teatro de operações, comandantes militares e líderes guerrilheiros
Para preparar o teatro de operações, o comandante mandou construir uma rodovia com cerca de 30 km de extensão. Segundo os militares ela era necessária para que fosse executado o deslocamento de tropas. A área dominada pelos guerrilheiros abrangia em torno de sete mil quilômetros quadrados, indo da cidade de Xambioá até no sul do Pará, nas proximidades de Marabá.
O general Olavo Viana Moog exerceu o comando tático das operações e o general Hugo Abreu também comandou ações para pôr fim ao movimento.
Do lado da guerrilha, os principais comandantes foram Maurício Grabois e João Amazonas, que eram oriundos do PCB e que haviam sido presos na década de 1930 durante a imposição do Estado Novo.

Identidades e atividades preparatórias da guerrilha
Por uma questão de segurança do grupo, os guerrilheiros não tinham identificações. Seus nomes nunca eram revelados, usando desta forma nomes e identificações falsas. Sabe-se porém, que muitos eram estudantes e profissionais liberais que haviam participado de manifestações (passeatas) contra o regime na década de 1960. Sabe-se por relatos dos poucos que sobreviveram que muitos tinham sido torturados e presos anteriormente pelo regime por não concordar com uma ditadura comandando o Brasil, e por querer implementar o comunismo no Brasil.
A utilização de identidades e nomes falsos pelo guerrilheiros, é um dos fatores que dificulta a localização de desaparecidos, pelo simples fato de não se ter certeza se estavam ou não na região à época.
Um dado importante é que a grande maioria dos guerrilheiros, em torno de 70%, eram oriundos da classe média, a famosa burguesia que tanto abominavam, que tinham profissões liberais como médicos, dentistas, advogados e engenheiros. Havia também bancários e comerciários.
Sabe-se que menos de 20% eram camponeses, e que estes eram recrutados na região do Araguaia. A quantidade de operários que participavam do movimento guerrilheiro mal chegava aos 10% do total. Em média, a idade predominante era em torno de trinta anos.
Na medida em que iam chegando à região, adquiriam a confiança dos moradores agindo como agricultores, farmacêuticos, curandeiros, pequenos comerciantes, donos de pequenas vendas de beira de estrada, além de outros tipos de ocupações comuns no interior do Brasil.
Nunca conversavam entre si, e nunca moravam próximos uns dos outros. Integravam-se às comunidades onde agiam, participando de todos os eventos, sendo desta maneira absorvidos por estas. Não atuavam e não influíam nas políticas locais, não se envolviam em discussões políticas para evitar o despertar de desconfianças. Suas atividades principais se baseavam no ensino do trabalho comunitário, voluntariado e assistencialismo. Quando podiam, ajudavam os moradores com medicina, odontologia, ajudavam nas escolas, davam aulas, ensinavam a população como organizar e realizar mutirões.
II Guerrilha do Araguaia
Guerra dos Perdidos
Recentemente surgiram documentos que afirmam ter havido uma "II Guerrilha do Araguaia" ou Guerra dos Perdidos, na área do município de Piçarra, que seria uma continuação ou prosseguimentos deste conflito. Os mesmos moradores que serviram de apoio à guerrilha do PCdoB organizaram uma revolta contra o Incra, que, inflamado por grileiros, decidiu refazer a ocupação na área, deslocando posseiros.
Os posseiros não concordando com a sua retirada do local se reuniram e formularam um plano de ataque. A polícia percebeu os movimentos e armou uma incursão contra os posseiros. A incursão policial falhou e em seguida os posseiros atacaram. Os posseiros conseguiram alvejar alguns militares, expulsando-os do local.
Um relatório militar confirma as mortes dos soldados Claudiomiro Rodrigues e Ezio Araújo. O documento 'Incidente em São Geraldo do Araguaia', do extinto Serviço Nacional de Informações, destaca que o Exército reconhecia a truculência da Polícia Militar do Estado do Pará e foi acusada de atuar em parceria com policiais corruptos. Após o confronto, policiais cercaram povoados em busca dos revoltosos, retirando famílias à força, além de baterem e violentarem mulheres. [8]